quarta-feira, 6 de maio de 2009

Delycata

E dois dias se passaram, deles realmente vividos, nenhum..
em constante flutuação a imaginação me levou a vários lugares,
as sensações se misturaram, e senti por entre os dedos as folhas secas
correrem de maneira aleatória, a paissagem se dava ao ceú azul refletindo
nas águas que batiam nas rochas, e lá d cima, avistava e sentia a liberdade
de maneira suave e inexplicavelmente bela. Logo após, correndo entre os bosques
e saltando por entre lesmas amarelas, tentei com todas as forças não me prender
à lama negra que chupava as minhas botinas. Nesse meio tempo, me passei por DELYCATA,
arranquei segredos e medos, dispertei interesse, raiva, alegria, tristeza
Atuei perfeitamente. Delycata, reviveu a infância, sentiu saudades, escutou a voz, apenas a voz...
e com a mais nitida cor, pôde ver os cabelos ao vento, seus e da saudade.
viu os olhos azuis, castanhos e cor de Mel. Abriu as portas das paredes internas, e observou
os milhares de defeitos que as separavam. Delycata estava sendo espreitada, sempre!

Delycata está à beira da loucura....

quarta-feira, 25 de março de 2009

É uma condição?

III

A tristeza mais uma vez está
entrando no território da minha alma
Eu tenho andado tão sozinha
e o tempo anda parado.
luta,luta,luta...

I
caminhando pelas ruas tortas
agarrada ao destino
risos temporários
delirantes e hilários
troca de ideias
segredos e intenções
desbafos e trocas
visitas constantes
videos emocionantes
declarações insinuantes

II

entrega ao desconhecido
rejeições
adaptações
preocupações
libertação
aconchego
rocha
tudo, tudo, tudo..

Eu ainda não sei...

segunda-feira, 2 de março de 2009

Imo


A madrugada foi de vigília,

regada de sons em perfeita sincronia

e em delírios tortuosos que multilavam

as várias faces do inimigo íntimo.

passadas horas estreitas com o desespero

subindo e descendo as escadas da minha imaginação

tomava um gota do aroma para sentir a segurança

a busca era pela compreensão.


conversas paralelas, eram as outras vozes ..

cochichos, gritos, berros, todos querendo atenção ao mesmo tempo

estava atacando simultaneamente meus sentidos

feixes de luzes, eu estava dentro de uma caixa

presa, amarrada, sem movimentos.


a tranformação está acontecendo

tempo ao tempo

tempo ao tempo

tempo ao tempo...


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Confusão

Minha cabeça está sendo atacada, pensamentos malignos que me deixam doente
é uma tortura sem fim, penso em sumir, penso em matar, penso em morrer. Queria pegar a condução que me levasse para longe, longe de todos. E finalmente esvaziar minha mente, enxergar o novo, esquecer todo o passado. Está tudo errado, tudo está pelo meio do caminho, e eu me afundando nessa bosta de pensamentos que me pertubam. Eu quero uma única verdade, mas como? se o meu abismo é mais profundo? é a poça de lama mais suja, é uma batalha constante pelo equilibrio. Não sei se vai durar muito tempo, eu com os poucos recursos estou lutando. Estou falando de um todo, eu quero respirar, respirar, respirar..Dormir..

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Tristeza

Foi o que senti naquele instante, talvez frações de segundos.
dava para avistar o abismo profundo olhando em meus olhos,
que por sua vez, transbordava de dor
sensação abstrata que se materializou naquele instante

Ouvia-se das escadas palavras desencontradas
a ríspida pluma estava anunciada
era ela a causadora desordenada
com a voz tremula e dissimulada


*
Com golpes "ela"

me suavizava
me abrandava
me acalmava
me amansava
me domesticava

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Inalterado ser...

Quem sou eu? quem é você?
Nada é o que parece ser!
Um ponto final ou uma vírgula.
um amor descuidado,
um vaso quebrado,
uma folha amassada,
Você é o que eu posso ver!
Nada é o que parece ser!
Pra você, desculpas apresentadas.
Pra mim, respostas desencontradas.
Pra você, uma atitude racional.
Par mim, uma loucura irreal.
Eu sou o que deixo perceber!
Nada é o que parece ser!
Que disfarça o meu eu em frangalhos
Encoberta por uma poça de lama,
Espatifada em várioas pedaços
A intrépida boneca de porcelana
Nada é o que diz ser você!
Nada é o que parece ser!
Do meu jardim abandonado no tédio
a solidão se encontra no canteiro
E do olhar que disfarça o mistério
aquilo tudo torna-se etéreo

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Você.

'' É as minhas manhãs e o meu entardecer
É quem eu escolhi para plantar e colher
Que vida teria se não tivesse você?''

És valorozo para mim
Amo-o sem ter medo de viver e sem ter medo do depois
A ti, me entreguei por inteiro, aceitando diferenças
E por ti lutarei, lutarei por esse amor
Não quero que minhas palavras expressem apenas opiniões,
mas sim, quero expressar por gestos e atitudes.
Quero te compreender, te conhecer e te respeitar

Essa árvore irá dar bons frutos, se for cuidada.